Sexta-feira, 24 de setembro de 2021
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Menina de 11 anos posta vídeo pedindo ajuda para não voltar para a casa da mãe e denuncia agressão: 'Quero ser ouvida'

Depois que o vídeo foi postado, Justiça retornou guarda da criança à tia dela, a pedido do pai.

Uma menina de 11 anos postou um vídeo no perfil dela em uma rede social, nessa quarta-feira (4), dizendo que precisava de ajuda porque sofria agressões físicas e violência psicológica por parte da mãe, em Cuiabá, e que queria viver com o pai, que mora fora do país. Ela afirma que a mãe é alcoólatra. Nesta quinta-feira (5), o vídeo foi apagado.

De acordo com a Justiça, a guarda da criança havia sido repassada para uma tia dela. No entanto, em decisão liminar, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) tinha determinado que a guarda voltasse para a mãe.

Depois dessa decisão judicial é que a menina gravou o vídeo, no qual afirma que se recusa a deixar o local para voltar a morar com a mãe.

- Eu me recuso a sair daqui sem ser com o meu pai, então me ouçam. O Artigo 16 do ECA diz que eu tenho direito de expressão então eu quero ser ouvida e quero que as minhas vontades sejam feitas - suplica a menina.

Porém, nesta quinta-feira, houve outra decisão sobre a guarda. A desembargadora Antônia Siqueira Gonçalves Rodrigues, do TJMT, reconsiderou a decisão anterior e repassou a guarda novamente à tia, a pedido do pai da menina, e cita no processo a repercussão do vídeo.


No pedido, o pai argumentou que a mãe da criança tinha omitido à Justiça, no pedido de retomada da guarda, os verdadeiros motivos pelos quais a filha estava com a tia e que o comportamento dela colocava a filha em risco, e pediu que ela continuasse com essa tia, que é madrinha dela e irmã da mãe.

No entanto, o caso tramita em sigilo e, por isso, não há detalhes do processo.

No vídeo, a menina diz, inclusive, que já tinha fugido de casa por causa das agressões da mãe.

- Hoje eu me encontro em uma situação muito difícil em que fugi de casa porque eu sofria agressões por conta do alcoolismo da minha mãe, agressões físicas e psicológicas. Foi solicitado que a guarda provisória ficasse com a minha madrinha, com a qual eu me encontro e infelizmente a nossa justiça brasileira, ministérios públicos, não querem me escutar então eu vim aqui para elevar a minha voz -, afirma.

A Promotoria da Infância e da Juventude também acompanha o caso. Segundo o Ministério Público Estadual, o processo principal está em fase inicial e que ainda não chegou o momento das partes e envolvidos serem ouvidos.

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